09/01/2008 - 10:00
A África Subsaariana corre o risco de viver mais uma vez o horror de uma limpeza étnica – dessa vez no Quênia, país que se destacava pela estabilidade econômica e política. O país está à beira da guerra civil num conflito que já matou pelo menos 340 pessoas. O estopim foi a reeleição do presidente Mwai Kibaki, em processo considerado fraudulento pela oposição. Representante da etnia kikuyu, que domina a política e a economia do Quênia desde sua independência, em 1963, Kibaki venceu por 231.728 votos. Tomou posse uma hora após o final da eleição. O candidato derrotado Raila Odinga, da etnia luo, o acusa de fraude – e o que era um protesto contra uma eleição tornou-se um extermínio étnico. A União Européia reconhece indícios de fraude e, na quinta-feira 3, a Procuradoria Geral do Quênia solicitou a imediata revisão na contagem dos votos.