À revelia do Itamaraty, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia (foto), foi chamado por Lula para mediar a libertação de três reféns seqüestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A idéia era avalizar a Operação Emanuel, liderada pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. Depois de três dias tensos, as Farc suspenderam a libertação na segunda-feira 31. Perdeu Chávez, mas perdeu principalmente o governo brasileiro. "Saímos todos frustrados", disse Marco Aurélio. Agora, as Farc anunciaram uma nova "ofensiva geral" e a Colômbia aposta na repressão para exterminar o grupo. Em meio a isso, Chávez e Lula acabaram sendo usados como massa de manobra em uma estratégia de marketing da guerrilha.