Seu bolso

Identidade Nacional
O artesanato brasileiro conquista seu espaço e revela as diferentes expressões culturais do País

por Joice Tavares
 

A vida do artesão Manuel Eudócio foi moldada por seu ofício. Nascido em Caruaru, Pernambuco, ele aprendeu a modelar barro com sete anos de idade. Aos 18 já tinha aulas com Mestre Vitalino, ceramista conhecido mundialmente por retratar o sertão nordestino, tornando-se um de seus principais discípulos.

Hoje, aos 77 anos e com peças expostas em diferentes galerias do País, ele continua em plena atividade e se orgulha ao ver cinco de seus nove filhos levando o artesanato adiante. A história de Eudócio lembra a de muitos brasileiros que encontraram uma importante fonte de renda nessa forma de arte. Mas se antes esse rico artesanato ficava restrito a poucas regiões do Brasil, hoje encontramos inúmeras peças em lojas dos grandes centros.

É o caso da Imaginarium, em São Paulo, que há anos disponibiliza o trabalho da artesã Marinela Goulart em suas coleções. As peças são feitas com arame de alumínio, como o espelho de mesa que leva o nome da artista e sai por R$ 75,20. Já a Loja da Estação São Paulo oferece peças como as de Antônio Scarabelot. Catarinense de Palhoça, ele confecciona bancos de madeira cobertos com tecido de chita e que se assemelham a animais. O modelo com dois lugares, chamado de Chicão, custa R$ 280. São as raízes culturais brasileiras se espalhando por todo o País.

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