13/02/2008 - 10:00
FLORESTA Com 20 mil plantas, projeto de US$ 5 milhões “cria” uma Amazônia em Nova York
Um imenso jardim amazônico, com mais de 20 mil tipos de plantas, está sendo cultivado no coração de Manhattan, em Nova York, sob a ponte do Brooklyn e às margens do East River. Esse cenário de mais de seis mil metros quadrados abrigará a exposição Brasil Amazônia, a maior já organizada sobre a floresta e os seus 23 milhões de habitantes (dado do último censo do IBGE). O evento acontece com o apoio e a parceria de importantes instituições americanas, como o World Financial Center, a Universidade de Nova York, o Central Park, o Smithsonian Institute e o Museu do Índio Americano de Nova York. “Ainda é freqüente a idéia de que a Amazônia é um ecossistema imenso e desabitado”, diz Ana Cláudia Agazzi, diretora executiva da mostra, que será aberta ao público no dia 17 de abril e vai até 13 de julho. Para falar de meio ambiente sem deixar de lado o valor cultural da região, na exposição será possível ver a realidade dos povos que moram na floresta, as moradias típicas, os espaços de trabalho, como as casas de farinha, e a extração de látex, os barcos de pesca e de transporte. O público caminhará por um mapa animado que incluirá cidades e todo tipo de referência sobre a diversidade populacional – tudo foi reconstituído em tamanho natural sob a direção de arte do designer carioca Gringo Cardia. Ele viajou diversas vezes à Amazônia para que o seu trabalho preservasse ao máximo a autenticidade em cada detalhe.
DIVERSIDADE Atração reunirá cerca de 55 mil sementes provenientes diretamente da floresta
A bordo de um navio, três contêineres com sementes, ocas, instrumentos de trabalho e tudo mais que compõe a mostra partiu do Brasil e está a caminho de Nova York. Todo o espaço da exposição possui sons reais de água, pássaros e outros animais. Haverá ainda a sala xamânica exibindo em vídeo depoimentos de índios de diversas tribos sobre a sua relação com a natureza. “Os moradores da floresta são os seus verdadeiros guardiões”, diz Cardia, que contou com a colaboração deles na produção de maquetes. Orçada em US$ 5 milhões, a exposição conta com o apoio dos Ministérios da Cultura, Meio Ambiente e Relações Exteriores e foi organizada pelo Projeto Saúde e Alegria e a Rede Grupo de Trabalho Amazônico – entidades que representam cerca de 600 ONGs da Amazônia. A mostra segue à risca o lema da Rede: “Não vamos internacionalizar a Amazônia, vamos amazonizar o mundo.”


