Dados do Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros, divulgado na terça-feira 29 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla): caiu em 8% o índice de homicídios em todo o País, entre os anos de 2003 e 2006. A notícia é boa, mas ainda assim é alto o número de mortes violentas: 500 mil pessoas foram assassinadas nos últimos dez anos no Brasil. Entre 1996 e 2006, a taxa geral de homicídios superou a taxa de crescimento da população brasileira e as maiores vítimas foram os jovens – aumentou 31,3% o índice de assassinados entre 15 e 24 anos. Analisando certidões de óbito e estatísticas do Ministério da Saúde, a pesquisa levantou a média de homicídios entre 2004 e 2006 e concluiu que há melhora sensível em relação ao período compreendido entre 2002 e 2004. A cidade de São Paulo, por exemplo, ocupava no estudo anterior a 182a posição, com 48,2 homicídios para cada 100 mil habitantes. Na pesquisa de 2008, melhorou e foi para a 492a posição, com 31,3 mortes. O Rio de Janeiro também apresentou uma queda superior à média da diminuição nacional, mas há pouco o que comemorar a cidade tem a maior taxa absoluta de morte de jovens, com 879 assassinatos em 2006. O ranking dos dez municípios mais violentos do País é liderado por Coronel Sapucaia, em Mato Grosso, que registra 107,2 assassinatos por 100 mil habitantes. No geral, as cidades situadas em regiões fronteiriças e em áreas de desmatamento, longe do poder público, são as mais violentas. A única capital que figura entre as dez piores cidades é Recife, que registrou 1.375 homicídios em 2006, com média de 90,9 assassinatos por 100 mil habitantes.