03/11/2000 - 10:00
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União de inimigos
| AP | |
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Foi bom enquanto durou. Pelo menos para os 38 milhões de usuários do Napster, que durante 18 meses trocaram entre si música pela internet sem pagar um tostão. A empresa que deixou a indústria fonográfica de cabelos em pé acaba de se juntar ao inimigo. Na terça-feira 31, o criador do site, Shawn Fanning, assinou um contrato (foto) com a gigante das comunicações alemã Beterlsmann, dona da BMG. Pelo acordo, o Napster finalmente vai começar a pagar pelos direitos autorais. Com isso, a BMG promete sair do grupo de seis grandes gravadoras que está processando o site. Quase todos ganham. A BMG e artistas passam a receber o dinheiro a que têm direito e o Napster, até hoje no vermelho, finalmente pode sonhar em ter lucro. Quem se deu mal foram os usuários do serviço, que começarão a pagar uma taxa mensal por volta de US$ 5.
Acesso de choque
Esqueça a linha telefônica ou o cabo. A novidade é a internet via tomada. A rede que transporta eletricidade pode também carregar dados. Basta que seja conectada a uma espécie de modem na casa do consumidor. Até o final do ano, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) vai instalar um aparelho desses em cem residências. Conectado à tevê e à tomada, ele vai possibilitar o envio e recebimento de e-mails a 120 bps (bits por segundo). A velocidade é muito inferior aos 56 mil bps dos melhores modems, mas pode ultrapassar um milhão de bps no ano que vem.
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| Alex Soletto | |
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Vício gostoso
Amantes do chocolate estariam mais próximos de um vício do que da gula. Depois da descoberta de que a gordura do cacau imita a ação da maconha no cérebro, foi a vez de um cientista espanhol encontrar na guloseima traços de tetrahidro-beta-carboline. A substância também existe no álcool e está ligada ao alcoolismo. Isso não quer dizer, porém, que quem bebe em excesso come muito chocolate.
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Mais alívio
Pacientes com queimaduras graves não vão mais sofrer tanto
para se recuperar. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), de São Paulo, desenvolveu com a Universidade de Lodz,
na Polônia, um gel que substitui as gazes usadas no tratamento
de queimados. O Hidrogel é composto por 80% de água e 20%
de material plástico e, por isso, dá uma sensação de frescor
e alivia as dores das queimaduras. Por ser transparente, possibilita que a cicatrização seja observada sem a retirada da proteção. A empresa Biolab, que vai comercializar a novidade, colocou o material à disposição do Hospital das Clínicas de São Paulo para demonstração.

