A Câmara dos Deputados deve votar em breve um projeto de lei que derrubará por terra o sonho das mocinhas que desejam aumentar o busto. De acordo com essa proposta, menores de 18 anos não poderão mais se submeter a cirurgias de implante de silicone e as mulheres adultas serão obrigadas a assinar um termo de responsabilidade reconhecendo que sabem dos riscos da operação e eximindo o médico de ação penal ou cível. Apresentado pelo senador Sebastião Rocha (PDT-AP), o projeto foi aprovado pelo Senado há duas semanas. Se ele passar na Câmara, o Brasil começará a tratar o assunto com o rigor semelhante ao dos Estados Unidos.

No início de abril, a proposta deve entrar na pauta dos deputados. Acredita-se que ela será aprovada sem problemas. O médico Roberto Luiz D’Ávila, corregedor do Conselho Federal de Medicina, acompanhou o processo que antecedeu a aprovação do projeto de lei no Senado e já comemora a possível vitória. Ele torce para que seus colegas cirurgiões plásticos passem a alertar os pacientes para os riscos da cirurgia de implante de silicone – uma das campeãs de pedidos nas clínicas – e parem de vender a plástica como solução milagrosa. Um dos perigos é o vazamento da substância. O índice de ruptura das próteses chega à marca de 66%. Segundo dados do Comitê Internacional de Vítimas do Silicone, com sede nos Estados Unidos, pelo menos 500 mil pessoas no mundo já sofreram algum problema em decorrência do uso do silicone.