16/01/2005 - 10:00

APARELHO Daniela auxilia aluna no uso do Gyrotonic
A mais recente descoberta da turma que trocou a malhação frenética nas academias por atividades mais suaves, que privilegiam o bem-estar físico e mental, chama-se Gyrotonic. A técnica está conquistando adeptos no Rio de Janeiro e São Paulo, sobretudo entre os praticantes do Pilates, o bem-sucedido sistema de exercícios que ajuda a manter o corpo equilibrado, forte e sarado sem fazer uso de cargas pesadas.
O método segue basicamente os mesmo preceitos do Pilates. Seu objetivo é estimular a flexibilidade e a força muscular por meio de uma seqüência harmoniosa de exercícios baseados nos princípios da dança, ioga, tai chi chuan – a exemplo do pilates – e natação. Outra característica sedutora dessa modalidade são os chamados movimentos circulares. Feitos no solo ou em aparelho de nome complicado, o Gyrotonic Expansion System, esses exercícios partem de um eixo central, a coluna vertebral, para estimular as extremidades do corpo.

Gyrotonic foi criado pelo ex-bailarino romeno Juliu Horvath para ajudar no tratamento de suas próprias lesões, causadas por anos de esforços repetitivos. Hoje, nas salas de aula dos estúdios onde vem sendo praticado há desde garotas de corpo perfeito até gestantes, pessoas que precisam recuperar o tônus depois de cirurgias e gente com mais de 60 anos. “É possível trabalhar respiração, força, musculatura e postura no mesmo movimento. Por isso serve para todos”, diz a bailarina Daniela Augusto, instrutora do método no Estúdio Cia. do Corpo, em São Paulo.

CORPO Para Rita, há melhora de postura
As aulas duram uma hora. Começam com uma série de alongamentos da coluna e mudanças do ritmo respiratório, para aquecer e relaxar. Alguns alunos completam essa introdução com exercícios abdominais. Depois vem a sessão no aparelho que usa um estranho sistema de roldanas e tiras para movimentar várias partes do corpo ao mesmo tempo. “Há grupos de exercícios específicos para pernas, coluna, abdome e para abrir a região peitoral”, diz Daniela. A aula sempre termina com práticas de respiração profunda, inspiradas em teorias orientais. A trilha sonora é opcional e mais versátil – vai da música erudita ao blues e reggae. Mais um detalhe: as professoras pedem para não comer nada 90 minutos antes da aula. “É para chegar se sentindo leve”, diz Daniela.
A promessa é que os alunos mais assíduos sintam os primeiros resultados depois de duas semanas, na forma de maior disposição e firmeza muscular, principalmente na região da cintura e da pélvis – áreas mais trabalhadas nos exercícios devido aos movimentos circulares. Como não há cargas, os esforços são feitos nos limites de cada um. “Nosso objetivo é empreender um processo de reeducação corporal, não o de deixar as pessoas mais musculosas”, diz a bailarina Rita Renha. Ela é uma das dez pessoas no mundo autorizadas por Horvath a formar outros professores.