Ciência e fé

Muito interessante a reportagem sobre as razões da fé. Porém gostaria de ressaltar a colocação do biólogo americano Dean Hamer, entrevistado na reportagem: “Acredito que há mais coisas no universo do que sabemos. Pode realmente existir um Deus. Só que a religião às vezes se mostra mais e mais distante da compreensão científica e é importante colocá-la na direção certa.” Este Deus, que ele disse poder existir, é o mesmo que colocou mais coisas no universo do que ele próprio diz não conseguir saber, o que demonstra que a ciência é que precisa ser colocada na direção certa, pois cada vez mais e mais ela se distancia da fé em Deus. Quantas pessoas totalmente desenganadas pelos “doutores” já não nasceram de novo? “A ciência encontra Deus” (ISTOÉ 1889).
Ramon Lasmar
Arcos – MG

 
 
Retrospectiva 2005

ISTOÉ continua a ser meu guia semanal, o que tem permitido me manter atualizado com os fatos e acontecimentos mais importantes ocorridos no Brasil e no mundo. “Retrospectiva 2005” (ISTOÉ 1889).
Wandir Pinto Bandeira
Belo Horizonte – MG

 
 
Ronaldinho

A magia e o encanto de Ronaldinho Gaúcho foram devidamente coroados com a consagração do ídolo do Barcelona como o melhor do mundo pela segunda vez consecutiva. É incrível constatar que, apesar da badalação e do estrondoso sucesso, Ronaldinho continua com aquele ar moleque, um jeito simples de ser, expresso de maneira evidente em momentos como quando o craque disse não se sentir o melhor nem o pior jogador do mundo, mas sim o mais feliz. Aí está a grande razão que nos causa tamanha admiração por esse gênio da bola que, mesmo tendo o mundo a seus pés, só quer fazer aquilo que ama e encher de orgulho a sua mãe, dona Miguelina. É uma pena que tamanha humildade surpreenda tanto, mas que bom que ainda seja capaz de encantar tanta gente e inspire tantos outros garotos a buscar o sonho de ser não apenas um craque, mas sim alguém que ama o que faz. “Os heróis e o mágico do Brasil” (ISTOÉ 1889).
Rafael Brinker
Curitiba – PR

 
 
Política

O ano legislativo terminou com a salvação do mandato do deputado federal Romeu Queiroz mesmo depois de o Conselho de Ética ter entendido que o deputado quebrou o decoro parlamentar ao ter admitido o recebimento de dinheiro de Marcos Valério. Uma outra coisa que choca é a autoconvocação do Congresso Nacional para trabalhar durante o recesso com um custo aproximado de R$ 100 milhões pagos, é claro, pelo contribuinte brasileiro. Será que isso tudo é pouco para revoltar a opinião pública? “Lula poderia ter um Papai Noel mais generoso” (ISTOÉ 1888).
Fabiano Tenuta da Silva
Valença – RJ

O caso do deputado Romeu Queiroz, do PTB mineiro, é prenúncio da desmoralização definitiva do Parlamento brasileiro e precedente perigoso para a absolvição dos demais deputados envolvidos com a prática do mensalão. Não é possível que a sociedade brasileira tenha que assistir estatelada a tamanha desonra praticada por aqueles que deveriam, como representantes eleitos do povo, defender e praticar a moralidade pública, cumprir os preceitos éticos e impedir que atitudes criminosas, como o uso indiscriminado do caixa 2 por parlamentares, sejam ofuscadas em troca de acordos indecentes. Ainda guardo a esperança de que a descabida absolvição do deputado Queiroz venha a ser anulada pela própria Câmara Federal ou até mesmo por interferência do Poder Judiciário. Caso contrário, é melhor que sejam reconduzidos ao Parlamento os deputados Roberto Jefferson, José Dirceu, Severino Cavalcanti e todos os demais que, por ventura, tenham sido cassados ou afastados por crimes semelhantes.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro – RJ

Pagamos R$ 100 milhões para o Congresso trabalhar nas férias (fazer o que deveria ter feito durante o ano) e o Congresso sai de férias com o nosso dinheiro no bolso. Agora, em 2006 teremos a oportunidade de trocar 500 e poucos deputados e 80 e poucos senadores. É uma chance única de moralizar. Não devemos ter medo do novo, pois em quatro anos podemos mudar novamente e novamente até acertar.
Gerson Brahm
Pelotas – RS

Aprovaram convocação extra para votar em 20 dias o que não fizeram em 365. É falta de decoro parlamentar ou muito descaramento mesmo. Está muito manjado, todo ano é a mesma coisa. Se a semana fosse corrida de segunda a sexta, não haveria necessidade de convocação extra nem férias de 90 dias ao ano.
Sílvio da Mota e. Silva
Fortaleza – CE

O que impede o Congresso Nacional de votar lei tornando os deputados e senadores trabalhadores como todos nós, com atividades e presenças obrigatórias para fazer jus à totalidade do salário do mês, com férias de 30 dias e 13º salário por ano? Se não votam é porque a “maioria” não quer. A categoria não deseja perder os privilégios que se deu há muitos anos e outros que acrescentou nos novos tempos. Sem, entretanto, dispensar das regalias anacrônicas. Os presidentes da Câmara e do Senado, coitados, “tentaram de tudo” para evitar a convocação extraordinária, que vai regar a horta dos parlamentares.
José Renato M. de Almeida
Salvador – BA

Essa gente, agora, vai comparecer por 15 dias, em janeiro, e abiscoitar uma dinheirama para votar matérias que boicotou durante o ano legislativo, uma vez que estava muito ocupada impedindo o governo de trabalhar.
Charles Georges
São José da Lapa – MG

Quem, como eu, teve a vã esperança de que alguma coisa mudaria lá em cima, ao ver a sujeira que Roberto Jefferson teve a coragem de mostrar levantando tão-somente um canto do tapete, quem teve a ilusão de ver alguns grandes ladrões apanhados no meio de tantas CPIs perdeu a esperança ao ver a enxurrada de dinheiro que os políticos vão embolsar através dessa imoralidade com o eufemístico nome de “convocação extraordinária.
Pedro de Alcântara
Recife – PE

 
 
ISTOÉ

Foi um grande prazer conhecer esta revista, que é do tipo eclética: aborda vários assuntos e faz com que nós leitores criemos uma opinião própria e tenhamos uma boa crítica sobre o assunto abordado. Valeu!
Fábio Luiz B. Silva
São Paulo – SP

 
 
DVD

Quero parabenizar a revista ISTOÉ por proporcionar-me a oportunidade de
conhecer melhor a vida de um ser humano raro como João Carlos Martins. Estou certo de que esta revista ainda terá muitas matérias sobre o (agora) maestro
João Carlos, pois, com sua garra, determinação e capacidade de superação, brevemente ele estará brilhando em concertos pelo mundo afora. “Retrato em profundidade” (ISTOÉ 1888).
Nilo João Trindade
Campo Belo – MG

Apesar de tudo de ruim que aconteceu este ano na política, João Carlos Martins é um exemplo, um forte. Espero que continue João, pois precisamos de sua persistência.
Delchi Migotto Filho
Santos – SP

 
 
Pedofilia na Igreja

A pedofilia é um crime repulsivo e ainda é mais repulsivo quando cometido por um padre. Os casos de pedofilia registrados no interior da Igreja devem ser denunciados e seus responsáveis julgados e punidos com a dureza da lei. A pedofilia é um pecado mortal e o sacerdote que o comete deve perder também a sua condição de religioso. A Igreja, por outro lado, deve ter cuidado redobrado na hora de recrutar seminaristas, evitando ordenar pessoas com problemas psíquicos e sexuais. “Confissões obscenas” (ISTOÉ 1883).
Everton N. Jobim
Rio de Janeiro – RJ

Sou assinante de ISTOÉ há alguns meses e, a cada semana, fico feliz com o ótimo conteúdo da revista. São muitos exemplos de matérias bem-feitas e com a isenção necessária. Um desses exemplos é a matéria sobre os padres pedófilos. O repórter Alan Rodrigues estava inspiradíssimo e deu o tom certo ao texto. Num tema em que muitos apelariam para o sentimentalismo, ele soube conduzir a narrativa muito bem: indignado, mas sem ser pedante. Parabéns.
Marcela Reis
Vitória – ES