11/01/2006 - 10:00
Na conversa com o deputado Delfim Netto (foto), Lula também queria falar menos com o economista e mais com o representante de uma parcela do empresariado paulista no Congresso. Lula quer vender o seguinte peixe: é dos candidatos do establishment o único que fala direto com o povão. Em condições de abafar o risco de uma candidatura populista, pavor de banqueiros e empresários. | ||||||
O PFL já está tendo que preparar suas inserções gratuitas que vão ao ar na tevê e no rádio entre 7 e 23 de março, assim como o programa do partido do dia 15 de junho. Sem candidato próprio e sem a definição da candidatura Lula, o partido resolveu bater no governo. Mas não vai incensar nenhum nome específico nem centrar os ataques na figura do presidente. | ||||||
Pouca coisa irrita mais Lula do que a candidatura do senador Cristovam Buarque (foto) a presidente pelo PDT. Não porque ache que Cristovam tem chances, mas porque sua presença servirá para desconstruir a propaganda sobre avanços na Educação. Ex-ministro da área de Lula, Cristovam denuncia que o Fundeb, por exemplo, ficou dois anos na mesa do presidente antes de ser enviado ao Congresso. | ||||||
O ministro da Fazenda começa o ano com um decreto para assinar, sobre sua mesa, aumentando o capital dos Correios de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,8 bilhão. Resultado do lucro obtido pela empresa durante o último triênio do governo FHC. Os tucanos esperam ansiosos a notícia para usar na campanha. | ||||||
| Rápidas | ||||||
• O ano começa no Congresso com as disputas pelas vagas de líder dos partidos. Na oposição, os nomes do PSDB e do PFL estão acertados. A encrenca será nos partidos governistas: PT e PMDB. • O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, vai deixar o governo e segue direto para a oposição. Ele fechou aliança do PMDB em Minas Gerais com o PSDB de Aécio Neves. Quer ser vice na reeleição do governador. Com Itamar Franco para o Senado. • Até abril, o presidente Lula indicará três novos ministros para o Supremo Tribunal Federal. Saem Nelson Jobim, por vontade própria, e – por conta da aposentadoria compulsória aos 75 anos – os ministros Carlos Veloso e Sepúlveda Pertence. • Proprietário do extinto Banco Bamerindus, o ex-ministro José Eduardo Andrade Vieira pode voltar a ser banqueiro. Mas não no Brasil. Trabalha com afinco para se reeguer na Bolívia do cocaleiro e recém-eleito presidente Evo Morales. • Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento não trata da Operação Tapa-buracos entre 18h e 19h, seja qual for o dia da semana. Nessa hora, fecha o gabinete para assistir à novela Alma gêmea. |