Para balançar o esqueleto

O corpo fala. E para o artista britânico Marcus Woxneryd, pode virar até sinfonia orquestral. A idéia é fazer um terminal sonoro do corpo humano a partir da gravação dos barulhos de veias, órgãos e músculos, utilizando equipamentos médicos como ultra-sons. Esse material irá compor uma instalação pública montada em Londres, onde a cada movimento dos pedestres será acionado o ranger de ossos ou mesmo as borbulhas da corrente sangüínea. No local será distribuído folhetos sobre as partes do corpo reproduzidas musicalmente, permitindo maior compreensão dos órgãos. Com o financiamento de US$ 30 mil, a instalação será inaugurada em setembro de 2006.

 
 

Cidade perdida

Uma equipe de arqueólogos chineses descobriu pirâmides sob o profundo lago Fuxian, na China. A estrutura tem base de 37 metros. Imagens submarinas evidenciam que ali viveu uma antiga civilização há dois mil anos, na cidade Yuyan, até então desaparecida misteriosamente havia muitos séculos.

 
 

Quase humano

À primeira vista, ela parece apenas mais uma recatada recepcionista. Mas não se engane. Apesar dos minimalistas detalhes de expressão, a Actroid é um robô construído para receber os visitantes de uma grande feira robótica em Taiwan. De 6 a 12 de janeiro, ela irá se comunicar com todos que passarem por ali, independentemente do idioma. Afinal, a super máquina fala até quatro línguas. Também impressiona a voz do robô, não-metálica e em tom natural. Aproxima-se tanto da humana que é capaz de confundir qualquer um.

 
 

Sonho sob rodas

O carro do futuro criado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) é dirigido por controle remoto e tem como função a mudança de cor automaticamente, em caso de acidentes. Compacto, com lugar para duas pessoas, foi feito para ser guardado como carrinho de supermercado. A engenhoca já chama a atenção da General Motors, que pretende fabricar os veículos em série assim que forem viabilizados.

 
 
2006 mais verde

Entramos em um ano eleitoral e para nós, que temos o verde como bandeira, começa um período de novos desafios. Nosso primeiro anseio é que os candidatos apresentem, nestas eleições, propostas para ações concretas e que a resposta positiva das urnas seja para governantes comprometidos com a causa sócio-ambiental e dispostos a viabilizar soluções já encontradas – como o Projeto de Lei da Mata Atlântica e o Projeto de Gestão de Florestas Públicas –, exaustivamente debatidas, mas não aprovadas por falta de esforço e vontade do Senado. Em março, o Brasil será mais uma vez palco de debates mundiais nesta área. Curitiba sediará a 3ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP3) e a 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8). Nossas riquezas naturais virão novamente à tona. Desejamos que este impulso de visibilidade estimule eleitores e candidatos a enxergar a importância da proteção do bioma em que vivem 110 milhões de brasileiros e onde estão fragmentos florestais responsáveis pela nossa água e pelo ar que respiramos. Que a Mata Atlântica faça mais parte da vida brasileira em 2006!

Roberto Klabin,
presidente da Fundação SOS Mata Atlântica