“Sou amigo de Lula, fiel ao governo e faço tudo o que o presidente manda.” Foi a afirmação do candidato avulso a presidente da Câmara, Virgílio Guimarães (PT-MG), publicada por ISTOÉ na última semana. “Esta declaração rendeu-me pelo menos uns 30 votos, além dos que já tenho”, aposta o deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), segundo-secretário da Câmara e candidato a presidente da Casa. Severino é conhecido como o presidente do sindicato dos deputados: “Defendo salários de R$ 21 mil mensais para os parlamentares, pois a Constituição determina equiparação com os ganhos dos ministros do Supremo Tribunal Federal.” Ele diz já ter assinaturas de 222 deputados apoiando sua candidatura. Aposta que Virgílio Guimarães acabará desistindo em favor do deputado oficial Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) e que os descontentes que apóiam Virgílio migrarão para sua candidatura. “Devo ganhar em primeiro turno. Na pior das hipóteses, vou a segundo turno contra o Greenhalgh. E ganho!” Severino, de fato, é a grande incógnita das eleições para presidente da Câmara.